A Hypera projeta um crescimento expressivo nas vendas nos próximos meses, impulsionado pela queda de patentes de medicamentos, incluindo a semaglutida. A afirmação foi feita pelo presidente da farmacêutica brasileira, Breno de Oliveira, nesta sexta-feira, 13 de março de 2026.
Oliveira informou que a queda da patente da semaglutida deve ocorrer na próxima sexta-feira, mas ressaltou que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) ainda não autorizou nenhum medicamento baseado na molécula após o fim da patente. “Por enquanto, nenhuma autorização foi dada pela Anvisa. A gente acredita que vamos ser um dos primeiros a ter o registro avaliado (pela agência) e posteriormente o lançamento”, declarou.
Após o registro do medicamento pela Anvisa, o presidente da Hypera afirmou que o lançamento no mercado deve levar alguns meses. “Semaglutida é a principal aposta para 2026”, destacou. Ele também mencionou que o mercado brasileiro da semaglutida movimenta pelo menos R$ 5 bilhões por ano, sem contar os produtos comercializados via farmácias de manipulação e importação sem registro.
“Com novos entrantes, esse mercado deve crescer significativamente… Mercado já é maior que R$ 5 bilhões e tende a ficar maior com produtos de qualidade e mais acessíveis”, acrescentou Oliveira.
Sobre o varejo farmacêutico, o presidente afirmou que o primeiro trimestre de 2026 tem mostrado um crescimento de “sell out” – a venda de produtos de farmácias para o consumidor – em um ritmo semelhante ao verificado no quarto trimestre do ano anterior, quando a taxa registrada pela empresa foi de 7,4%.
O diretor financeiro da Hypera, Ramon Sanches Silva, comentou sobre a performance da companhia, afirmando que a margem de Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) pode ficar próxima dos 33,5% alcançados no quarto trimestre. Ele também mencionou que a empresa vê espaço para “um pouco de redução” nos descontos de preços de medicamentos.
Enquanto a Hypera terminou 2025 com uma alavancagem financeira de 2,6 vezes, o objetivo no atual ambiente de juros elevados é reduzir esse múltiplo para mais próximo de 1,5 vez, conforme estimativas do presidente da companhia, que acredita que a Hypera poderá atingir essa meta dentro de dois anos, sem considerar eventuais aquisições.


