IA não causa demissões em massa na Europa, aponta estudo do BCE

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

A inteligência artificial ainda não está provocando a eliminação em massa de empregos na Europa, de acordo com um estudo realizado por economistas do Banco Central Europeu (BCE). As empresas que utilizam a tecnologia de forma intensiva demonstraram ainda ser mais propensas a contratar no médio prazo. A pesquisa, divulgada nesta quarta-feira, 4, analisou o impacto da IA no mercado de trabalho europeu.

O estudo, conduzido em 2025 com 5.000 empresas europeias, revelou que não há diferenças significativas na criação e destruição de empregos entre empresas que utilizam IA e aquelas que não a utilizam. De acordo com os resultados, a IA tem impulsionado o emprego: empresas que utilizam a tecnologia frequentemente contratam 4% mais, enquanto investidores do setor aumentam as contratações em 2%.

O aumento da demanda por profissionais qualificados em áreas de inovação é o principal motor desse crescimento.

Entretanto, o cenário se modifica quando o objetivo principal da implementação da IA é a redução de custos com pessoal, nesse caso, a tendência é de diminuição do quadro de funcionários.

Os dados alimentam o debate sobre o impacto da automação no mercado de trabalho a longo prazo, que permanece inconclusivo.

Em fevereiro, durante uma audiência no Parlamento Europeu, a presidente do BCE, Christine Lagarde, salientou que os investimentos significativos em inteligência artificial se traduzem em uma “melhora da produtividade”, mas observou que as “consequências no mercado de trabalho” ainda não são evidentes.

“Continuaremos extremamente atentos a essa questão no futuro”, declarou Lagarde.

Uma pesquisa recente do instituto alemão Ifo indicou que mais de um quarto das empresas espera reduções de pessoal nos próximos cinco anos devido à implementação da IA.

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