O Ibovespa avançava nesta quarta-feira (4) em meio a correções, após um tombo de mais de 3% na terça-feira (3). Bancos atuaram como os principais suportes do mercado, após o Banco Central autorizar a dedução da antecipação ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) dos recolhimentos compulsórios sobre depósitos à vista e a prazo.
Às 10h30, a principal referência do mercado acionário brasileiro subia 1,64%, atingindo 186.106,32 pontos. Na terça-feira (3), o Ibovespa fechou com a maior perda percentual diária do ano, de 3,28%, influenciado pela aversão a risco decorrente da escalada do conflito no Oriente Médio.
Investidores continuam monitorando os desdobramentos no Oriente Médio. O dólar, por sua vez, iniciou o dia em baixa ante o real, após forte valorização na véspera, seguindo a tendência de enfraquecimento da moeda americana frente a outras divisas no exterior.
Às 10h30, o dólar à vista apresentava queda de 1,12%, sendo cotado a R$ 5,2180 na venda. Na terça-feira (3), o dólar à vista encerrou em alta de 1,91%, aos R$ 5,2639, em meio à busca global por ativos de menor risco.
O Banco Central realizará, às 11h30, leilão de 50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 1º de abril.
Segundo analistas do setor, a autorização do Banco Central para a dedução da antecipação ao FGC dos recolhimentos compulsórios sobre depósitos à vista e a prazo impulsionou o desempenho dos bancos e, consequentemente, do Ibovespa. A decisão representa um alívio para as instituições financeiras e pode estimular o crédito.
Apesar do avanço do Ibovespa e da baixa do dólar, a tensão geopolítica no Oriente Médio continua sendo um fator de preocupação para os investidores, gerando volatilidade e incerteza no mercado financeiro.
“summary”: [“Ibovespa reage à queda e avança 1,64%

