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Economia

Ibovespa avança e volta aos 180 mil pontos em véspera de Superquarta

Amanda Rocha
Última atualização: 17 de março de 2026 18:15
Amanda Rocha
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Tempo: 3 min.
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O Ibovespa registrou uma leve valorização de 0,30% nesta terça-feira, 17 de março de 2026, alcançando 180,4 mil pontos. O índice acompanhou o aumento do apetite ao risco nos mercados globais, que apresentaram desempenho positivo devido à melhora das perspectivas sobre a duração do conflito no Oriente Médio.

Declarações do presidente Donald Trump indicaram que as ações americanas durarão, no máximo, “mais algumas semanas”, e a morte de figuras-chave no regime iraniano também influenciaram o mercado. No entanto, as ações de peso no principal índice da B3, especialmente os bancos, tiveram desempenho negativo.

O Santander (SANB11) caiu 1,18%, enquanto o Banco do Brasil (BBAS3) recuou 0,96%. O Bradesco (BBDC4) desvalorizou 0,79%, e o Itaú (ITUB4) encerrou com queda de 0,67%. O dólar, por sua vez, fechou em queda, cotado a R$ 5,19.

“No curto prazo, o real segue bem sustentado por fluxo estrangeiro e diferencial de juros, mas ainda muito dependente do cenário internacional”, afirmou Bruno Botelho, chefe da mesa de câmbio e sócio da ONE Investimentos. O especialista destacou que a moeda americana perdeu força no exterior, com o DXY em leve queda e os Treasuries mais acomodados, o que abre espaço para correção nas moedas emergentes.

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O real também se movimentou em função do preço do petróleo, que voltou a subir devido às incertezas em torno do Estreito de Ormuz. “Isso melhora o fluxo para o Brasil, tanto pelo lado comercial quanto pela entrada em equities ligadas a energia”, comentou Botelho.

O foco do mercado agora está voltado para a chamada “Superquarta”, que ocorrerá amanhã, dia em que tanto o Brasil quanto os Estados Unidos anunciarão decisões e comunicados sobre suas respectivas políticas monetárias. O mercado espera um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic.

Do lado externo, o Federal Reserve, banco central americano, representa o principal risco. Mais do que a decisão em si, o tom de Jerome Powell, presidente da autoridade monetária, será crucial para definir as perspectivas da economia americana em meio à guerra.

TAGGED:AçõesBruno BotelhoDólarDonald TrumpEconomiaIbovespaONE Investimentos
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