O Ibovespa registrou uma desvalorização de 0,43% nesta quarta-feira, 18 de março de 2026, fechando em 179,6 mil pontos. O dia foi marcado pela Superquarta, quando o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) e o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Federal Reserve se reuniram para discutir suas políticas monetárias.
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve decidiu manter a taxa básica de juros entre 3,50% e 3,75%, conforme esperado pelo mercado. Em comunicado, o Fed afirmou que a atividade econômica do país continua em expansão a “um ritmo sólido”, com o mercado de trabalho apresentando resiliência e a taxa de desemprego estável nos últimos meses.
O dólar encerrou o dia com valorização superior a 1%, cotado a R$ 5,25. Essa alta foi impulsionada pela declaração do presidente do Fed, Jerome Powell, que adotou um tom mais rigoroso ao afirmar que “se não houver progresso na inflação, não haverá corte de juros”. Ele indicou que, apesar do avanço no processo desinflacionário, o ritmo ainda não é o desejado.
““A comunicação foi interpretada como mais hawkish, levando a uma abertura da curva de juros nos EUA e a uma reprecificação das expectativas de política monetária”, disse Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.”
No Brasil, o Copom decidiu cortar a taxa Selic em 0,25 pontos percentuais, agora fixada em 14,75% ao ano, em linha com as expectativas dos especialistas. No cenário internacional, o conflito no Oriente Médio se intensifica, e o Estreito de Ormuz permanece fechado, o que leva os mercados globais a agirem com cautela e resulta na valorização do petróleo.
O preço do barril de petróleo brent subiu 7,38%, sendo cotado em torno de 111 dólares. Entre as ações de destaque no principal índice da B3, os bancos apresentaram desempenho negativo. O Santander (SANB11) caiu 1,50%, seguido pelo Bradesco (BBDC4), que recuou 1,17%. O Banco do Brasil (BBAS3) teve uma queda de 1,10%, enquanto o Itaú (ITUB4) encerrou o dia com desvalorização de 1,01%.


