O Ibovespa apresentou uma forte baixa de 2,64% nesta quinta-feira, 5 de março de 2026, recuando para 180,4 mil pontos. O dólar também encerrou em alta, cotado a R$ 5,26.
A aversão ao risco global se intensificou, revertendo a recuperação observada no dia anterior. Isso se deve ao agravamento do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, que aumentou a busca por proteção por parte dos investidores.
No cenário internacional, o Irã anunciou que atacou grupos curdos no Iraque, aliados dos Estados Unidos, gerando preocupações sobre um impacto econômico ainda maior no mundo. O preço do barril de petróleo Brent subiu cerca de 3% no final do pregão, alcançando a cotação de 83,9 dólares.
A alta no preço do petróleo também levanta preocupações sobre possíveis impactos inflacionários. “Essa situação reduz as expectativas de cortes de juros nos EUA e cortes de juros mais agressivos no Brasil. Agora, eles não devem ocorrer na magnitude que os analistas esperavam antes”, afirmou Rubens Cittadin, especialista em renda variável da Manchester Investimentos.
No Brasil, os investidores aguardam o balanço da Petrobras (PETR4), que será divulgado após o fechamento do mercado. As ações da companhia operavam em alta de 0,52% perto das 18h.
Hoje de manhã, foram divulgados os números da PNAD Contínua, que indicaram que a taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,4% ao fim do trimestre encerrado em janeiro de 2026. Esse resultado é 0,3 ponto percentual maior do que o do trimestre anterior, mas representa o menor índice já registrado para o período.
Entre as ações de peso no principal índice da B3, os bancos apresentaram desempenho negativo, acompanhando a queda do Ibovespa. O Itaú (ITUB4) teve uma forte queda de 3,40%, seguido pelo Santander (SANB11), que recuou 3,08%. O Banco do Brasil (BBAS3) também caiu 3,08%, enquanto o Bradesco (BBDC4) encerrou o dia em queda de 3,07%.

