A Polícia do Canadá confirmou a identidade de Letícia Alves de Oliveira, uma brasileira que estava desaparecida há três anos. O corpo da goiana foi encontrado em uma floresta em Quebec em 2023, e a identificação foi divulgada na última quinta-feira, 26 de março de 2026.
Letícia, natural de Goiânia, era descrita por seu irmão, Frederico Alves de Oliveira, como uma pessoa estudiosa e dedicada a trabalhos voluntários. Ela havia interrompido seu doutorado no Instituto Tecnológico Aeronáutico (ITA) para se dedicar à igreja. Frederico afirmou: “A Letícia era uma pessoa muito estudiosa e aplicada no que fazia, sempre se dedicando a atividades esportivas e trabalho voluntários na sua fase jovem”.
A provável causa da morte de Letícia foi hipotermia, segundo informações da ONG Unidentified Human Remains Canada. O irmão relatou que a última vez que a família teve contato com ela foi em 2023, por meio das redes sociais. Letícia era formada em química pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e possuía mestrado em ciências pelo ITA.
Frederico mencionou que Letícia tinha planos de realizar um doutorado sanduíche em parceria com o MIT, em Boston, que foi a última cidade onde a família teve notícias dela. Ela também prestou serviços como colportagem na Igreja Adventista do Sétimo Dia, onde se identificava e exercia sua fé, vendendo livros da igreja como forma de trabalho.
Além disso, Letícia deixou uma filha de 12 anos que buscava informações sobre a mãe. Frederico revelou que Letícia havia iniciado um processo de solicitação de visto americano em um escritório de advocacia em Boston em 2023 e que, em dezembro do mesmo ano, foi a última vez que ela contatou a família.
O irmão também informou que Letícia foi detida pela Polícia de Imigração dos Estados Unidos entre janeiro e abril de 2024. Durante esse período, uma amostra de DNA foi coletada, o que ajudou na identificação do corpo encontrado em abril do mesmo ano. Ele destacou que as redes sociais de Letícia foram gradualmente apagadas, com a conta no Facebook sendo deletada no início de 2024.
Frederico expressou sua angústia em relação ao caso, afirmando que a Polícia Federal havia arquivado o processo de desaparecimento da irmã. “As autoridades não escutaram nosso grito de socorro”, disse ele. “Permanecem a saudade e a inquietação quanto à forma da morte e o processo de investigação… Não teremos paz até apurar essas circunstâncias”, completou.

