Identificada mulher encontrada morta carbonizada em mala em João Pessoa

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A mulher encontrada morta dentro de uma mala em João Pessoa foi identificada como Chantal Etiennette Dechaume, de 73 anos, médica aposentada e de nacionalidade francesa. O crime ocorreu no bairro de Manaíra e é tratado como feminicídio pela Polícia Civil da Paraíba.

O corpo de Chantal foi encontrado carbonizado na quarta-feira, 11 de março. A investigação revelou que ela foi assassinada pelo namorado, Altamiro Rocha dos Santos, após decidir encerrar o relacionamento devido ao vício dele em drogas.

Chantal se aposentou e escolheu João Pessoa como seu lar. A polícia ainda não conseguiu determinar o ano em que ela chegou ao Brasil ou há quanto tempo residia na capital paraibana. Ela morava em um apartamento no bairro de Tambaú e tinha uma renda mensal estimada em cerca de R$ 40 mil, proveniente de sua aposentadoria no exterior.

De acordo com a polícia, Chantal usava parte de sua renda para sustentar Altamiro, que não tinha emprego fixo. O casal se conheceu na orla da cidade, onde Altamiro vendia objetos artesanais. Durante a pandemia, Chantal o abrigou, e o relacionamento começou nesse período, embora a polícia não tenha conseguido precisar a data exata.

Como Chantal era francesa e não tinha familiares na Paraíba, a polícia planeja contatar o consulado da França no Brasil para localizar parentes que possam liberar o corpo.

A cronologia dos eventos indica que Chantal saiu pela última vez de seu apartamento no sábado, 7 de março. O namorado saiu do local para comprar um galão de álcool na segunda-feira, 9 de março, e, na terça-feira, 10 de março, foi visto saindo com o corpo dela dentro de uma mala.

O laudo do Instituto de Polícia Científica confirmou que Chantal morreu devido a golpes de faca na região do tórax. A polícia afirmou que ela já estava morta quando foi colocada na mala.

Imagens de segurança capturaram o momento em que um homem ateou fogo no corpo de Chantal, mas esse homem não é o mesmo que a matou e ainda não foi identificado. O corpo de um homem foi encontrado posteriormente no bairro do João Agripino, amarrado e com uma lesão profunda no pescoço, o que leva a polícia a investigar uma possível ligação entre os casos.

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