A guerra no Oriente Médio está provocando a maior interrupção no fornecimento de petróleo da história, conforme afirmou a Agência Internacional de Energia (IEA) nesta quinta-feira, 12 de março de 2026. A declaração ocorreu um dia após a agência concordar em liberar um volume recorde de estoques estratégicos para compensar a escassez e o aumento dos preços.
No relatório mensal sobre o mercado de petróleo, a IEA indicou que a oferta global deve cair em 8 milhões de barris por dia em março devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz, na costa iraniana. Este bloqueio começou após os EUA e Israel iniciarem uma campanha de ataques aéreos contra o Irã em 28 de fevereiro.
Os países do Golfo do Oriente Médio, incluindo Iraque, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, reduziram a produção total de petróleo em pelo menos 10 milhões de barris por dia, o que representa quase 10% da demanda mundial, devido ao conflito.
A IEA alertou que, sem uma rápida retomada dos fluxos de transporte, essas perdas devem aumentar. “A produção de upstream paralisada levará semanas e, em alguns casos, meses para retornar aos níveis anteriores à crise, dependendo do grau de complexidade do campo e do tempo para que os trabalhadores, equipamentos e recursos retornem à região”, disse a agência.
Na quarta-feira, 11 de março, a IEA concordou em liberar um recorde de 400 milhões de barris de petróleo dos estoques estratégicos mantidos pelos países membros para combater o aumento nos preços globais do petróleo bruto desde o início da guerra entre os EUA e Israel contra o Irã, com os EUA contribuindo com a maior parte do fornecimento.
Os preços do petróleo subiram na quinta-feira, 12 de março, quando o Irã intensificou os ataques às instalações de petróleo e de transporte em todo o Oriente Médio, aumentando os temores de um conflito prolongado e de contínuas interrupções no fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz. O petróleo bruto Brent, que atingiu US$ 119,50 por barril na segunda-feira, 9 de março, o valor mais alto desde meados de 2022, subia mais de 6% nesta quinta-feira, ficando um pouco abaixo de US$ 98 por barril.


