Imagens revelam detalhes do roubo de 13 obras na Biblioteca Mário de Andrade

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

Um roubo ocorrido em 7 de dezembro retirou 13 obras de arte da Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo. As imagens de câmeras de segurança mostram o planejamento e a execução da ação criminosa, que durou poucos minutos.

Os criminosos, que se passavam por visitantes interessados em arte, renderam frequentadores, incluindo um casal de idosos. Um dos assaltantes portava um martelo e uma arma. A vigilante da biblioteca foi abordada e obrigada a acompanhá-los para dentro do prédio.

Após dominar a vigilante, os assaltantes começaram a retirar as obras expostas. Um deles quebrou uma vitrine ao subir sobre a estrutura de vidro. As gravuras foram retiradas das molduras e colocadas em sacolas. A ação foi rápida, e os ladrões saíram pela porta principal antes que os seguranças percebessem o que estava acontecendo.

De acordo com a polícia, o crime foi cuidadosamente planejado. Um dos suspeitos teria visitado a biblioteca um mês antes do roubo para estudar o local. Os dois homens envolvidos, identificados como Felipe, conhecido como “Tapete” ou “Sujinho”, e Gabriel, foram apontados como responsáveis pela organização do crime.

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Após o roubo, os assaltantes tentaram fugir em um veículo, mas enfrentaram problemas mecânicos a poucos metros do local. Parte das obras foi abandonada na rua, e imagens mostram Gabriel entrando em seu prédio, a menos de dois quilômetros da biblioteca, com as gravuras.

Gabriel foi visto mais tarde saindo novamente, agora com roupas diferentes, para se encontrar com Felipe. Eles retornaram ao local onde parte das obras havia sido deixada e começaram a retirar as gravuras das molduras, quebrando o vidro no chão.

Um terceiro participante, identificado como Luís, também ajudou na retirada das obras. Ele tem ligação com uma facção criminosa. Horas após o crime, uma mulher, identificada como Cícera, entrou no prédio de Gabriel e saiu minutos depois com duas sacolas que poderiam conter as gravuras. Ela foi detida, mas liberada posteriormente, pois não tinha antecedentes criminais e decidiu colaborar com as investigações.

No dia seguinte ao crime, Felipe foi preso, e Luís também foi detido. Gabriel, no entanto, continua foragido e é considerado o principal responsável pelo planejamento do roubo. Ele foi visto pela última vez em imagens do metrô após receber uma sacola que poderia conter as obras.

A Justiça expediu um mandado de prisão preventiva contra Gabriel, que agora consta em listas de procurados internacionais. As 13 obras, atribuídas a artistas como Portinari e Matisse, ainda não foram recuperadas. O prejuízo financeiro é estimado entre R$ 1,2 milhão e R$ 1,3 milhão, mas o impacto cultural é considerado ainda maior, representando décadas da história da arte e da cultura brasileira.

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