A agência estatal iraniana de notícias Fars anunciou nesta quinta-feira, 12 de março de 2026, que Mansoureh Khojasteh Bagherzadeh, viúva de Ali Khamenei, está viva. A declaração contradiz informações anteriores do mesmo veículo, que afirmavam que a esposa do antigo líder supremo iraniano havia morrido devido aos ataques iniciados por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro.
“Informamos que a esposa do líder da Revolução, falecido em serviço, está viva e que a notícia inicial divulgada sobre seu martírio era incorreta”, declarou a imprensa estatal. Inicialmente, a mídia iraniana havia noticiado que Bagherzadeh teria falecido no dia 2 de março, dois dias após a ofensiva que vitimou seu marido. Relatos indicavam que a mulher teria entrado em coma devido aos ferimentos e não resistido.
Embora a versão anterior tenha sido desmentida, não foram fornecidos mais detalhes sobre o estado de saúde atual da viúva de Khamenei. Este não é o primeiro caso de informações incorretas relacionadas ao ataque americano a Khamenei. A mídia local havia afirmado que o filho, o neto e a nora do líder supremo também haviam sido mortos, mas Mojtaba Khamenei, o herdeiro do clérigo, foi confirmado como vivo, embora ferido, e acabou sendo eleito o novo líder supremo do país.
O real estado de saúde de Mojtaba Khamenei ainda não é totalmente claro. Ele fez seu primeiro pronunciamento oficial na televisão estatal do Irã nesta quinta-feira, mas a declaração foi lida pelo apresentador sem que ele estivesse presente. Na peça, o clérigo afirmou que “vingará o sangue de seus mártires” e que todas as bases americanas no Oriente Médio devem ser “fechadas imediatamente”.
A leitura do comunicado do novo líder supremo ocorreu um dia após o presidente americano Donald Trump afirmar ter derrubado a liderança do Irã duas vezes. “Derrubamos a liderança deles duas vezes. Agora há um novo grupo assumindo. Vamos ver o que acontece com eles”, disse o republicano durante uma breve fala a jornalistas na quarta-feira, 11 de março.
O conflito entre a coalizão EUA-Israel e o Irã teve início em 28 de fevereiro, quando os países ocidentais iniciaram uma série de ataques contra o território iraniano. As nações ofensoras justificaram a operação como uma medida para impedir o desenvolvimento do programa nuclear de Teerã, que pode se tornar uma “ameaça existencial” para Tel Aviv, além de incapacitar suas capacidades de mísseis balísticos e provocar uma mudança no regime.
Como resposta, a República Islâmica promoveu ampla retaliação contra nações do Golfo Pérsico, aliadas de Washington, incluindo Catar, Iraque, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.


