Um incêndio ocorreu na lavanderia do porta-aviões USS Gerald R. Ford, o maior navio de guerra da Marinha dos Estados Unidos, nesta quinta-feira, 12 de março de 2026, enquanto a embarcação operava no Oriente Médio em meio à escalada militar contra o Irã.
Dois marinheiros ficaram feridos, mas estão em condição estável, conforme informações do Comando Central dos Estados Unidos. O fogo começou na área principal de lavanderia do navio e foi rapidamente controlado pela tripulação.
As autoridades afirmaram que o incidente não teve relação com operações de combate e não causou danos ao sistema de propulsão nem aos armamentos do porta-aviões, que permanece operacional. Os dois marinheiros receberam atendimento médico a bordo e sofreram ferimentos considerados leves.
A Marinha americana não divulgou detalhes sobre a causa do incêndio. O USS Gerald R. Ford, que conta com mais de 5.000 militares a bordo e capacidade para operar cerca de 75 aeronaves, incluindo caças F-18 Super Hornet, é o mais moderno porta-aviões da frota americana e peça central da presença militar dos Estados Unidos na região durante a guerra contra o Irã.
Antes de ser deslocado para o Oriente Médio, o navio participou de operações no Caribe voltadas ao combate ao tráfico de drogas e ao contrabando de petróleo na costa da Venezuela. A mudança de rota ocorreu após a escalada do conflito no Golfo Pérsico e as tensões envolvendo o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta.
O incidente acontece durante uma das missões mais longas já realizadas por um porta-aviões americano, com o grupo naval no mar há mais de nove meses. O incêndio é mais um contratempo enfrentado pela embarcação durante a longa missão.
Recentemente, reportagens da rádio NPR e do jornal The Wall Street Journal revelaram dificuldades recorrentes com o sistema de esgoto e sanitários do navio. O porta-aviões utiliza um sistema de coleta de resíduos por vácuo, tecnologia semelhante à usada em navios de cruzeiro para economizar água.
Esse equipamento atende cerca de 650 sanitários para uma tripulação próxima de 5 mil pessoas. Quando um dos vasos sanitários apresenta falha, partes do sistema podem perder sucção, exigindo reparos complexos. Em um período de apenas quatro dias, equipes de engenharia registraram mais de 200 chamados de manutenção, com técnicos trabalhando até 19 horas por dia para desobstruir canos e corrigir vazamentos.
Entre os objetos encontrados entupindo os tubos estavam fragmentos de roupas, cordas e outros materiais descartados indevidamente, segundo relatos internos da tripulação. O episódio ocorre em meio à escalada da guerra entre Estados Unidos, Israel e o Irã, que já deixou ao menos 150 militares americanos feridos desde o início do conflito.


