O Ministério Público de Goiás (MPGO) obteve na Justiça a segunda condenação da influenciadora digital Adriana José da Silva, de Rio Verde, por publicações ofensivas contra guardas civis municipais nas redes sociais. A influenciadora administra uma página no Instagram com mais de 311 mil seguidores.
Segundo o MPGO, Adriana utilizava seu perfil para atacar a reputação de desafetos, incluindo outros criadores de conteúdo e agentes públicos. As investigações revelaram que ela criava perguntas e comentários falsos nas caixas de interação do Instagram e os publicava como se fossem de outras pessoas, com o intuito de espalhar acusações e ofensas.
A Polícia Civil apreendeu o celular da influenciadora durante a apuração e encontrou provas de que ela mesma produzia e divulgava o conteúdo. Foi identificado que ela já havia tido um perfil bloqueado por decisão da Justiça, mas continuou a criar novas contas para manter as postagens. Em alguns casos, Adriana apagava conteúdos à distância para dificultar o trabalho dos investigadores.
No primeiro processo, a influenciadora foi condenada por acusar falsamente um guarda municipal de ameaçar pessoas com uma arma em um posto de combustível, além de publicar xingamentos. A Justiça impôs pena de 2 anos, 8 meses e 21 dias de prisão, em regime semiaberto, além de multa e indenização de R$ 1 mil à vítima.
No segundo processo, Adriana foi condenada por divulgar conteúdos que prejudicaram a imagem de outro guarda municipal, incluindo acusações sobre traição e uso indevido de viatura oficial. Essas publicações alcançaram cerca de 5 mil visualizações. A Justiça fixou pena de 1 ano e 2 meses de prisão, também em regime semiaberto, além de multa e indenização de R$ 3 mil. A decisão foi mantida pelo Tribunal de Justiça de Goiás.
De acordo com o MPGO, diversas pessoas já registraram ocorrências contra a influenciadora por ataques semelhantes. No entanto, o órgão só apresentou denúncia nos casos que envolvem servidores públicos, quando as ofensas estão relacionadas ao exercício da função. Nos demais casos, cabe às próprias vítimas procurar a Justiça.
O promotor responsável pelo caso ressaltou que a internet não é “terra sem lei” e que crimes cometidos nas redes sociais podem ser investigados e punidos. O portal tentou contato com Adriana pela página que ela administra, mas não obteve resposta até a publicação.

