A síndrome de burnout, um dos principais problemas de saúde mental da atualidade, vai além do excesso de trabalho. Especialistas afirmam que fatores como a sensação de injustiça e a falta de reconhecimento profissional podem ser gatilhos significativos para o esgotamento mental.
No programa Sinais Vitais, o Dr. Roberto Kalil e o psiquiatra Rodrigo Bressan discutiram a relação entre a desvalorização no ambiente profissional e a saúde mental dos trabalhadores. O Dr. Kalil explicou: “A insatisfação com o salário, com o reconhecimento, pode ser mais prejudicial do que simplesmente trabalhar excessivamente”.
Rodrigo Bressan destacou que os relacionamentos interpessoais no trabalho são frequentemente a principal fonte de estresse. “Quando você pergunta para as pessoas o que as deixa mais estressadas, se é a tarefa ou o relacionamento com as pessoas, 90% falam que é o relacionamento”, afirmou Bressan, ressaltando a necessidade de gerenciar o senso de injustiça no trabalho.
Bressan também comentou sobre como a percepção de injustiça pode intensificar o estresse. “É exatamente isso que estressa mais, é como a pessoa percebe esses eventos no trabalho – e esse sentimento de injustiça tem que ser trabalhado”, destacou.
O sofrimento contínuo causado pela sensação de injustiça pode levar a um estado de ruminação mental, criando um ciclo de angústia que culmina no burnout. Os especialistas alertaram que esse processo não deve ser minimizado. “Saúde mental não é frescura, ninguém merece viver uma vida com angústia e com sensações pesadas no peito”, enfatizou o Dr. Kalil, incentivando a busca por ajuda profissional.
A mensagem dos médicos é clara: o burnout é uma condição séria que pode ser tratada, e procurar auxílio de um psiquiatra é fundamental para quem enfrenta esse tipo de esgotamento.

