O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) suspendeu a oferta de novos empréstimos consignados pelo banco C6 Consig a aposentados e pensionistas do Regime Geral da Previdência Social. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira, 17 de março de 2026.
O C6 Consig é administrado pela holding N7, que também controla o C6 Bank. A suspensão das operações anteriormente autorizadas ocorreu após o INSS identificar que o C6 Consig descumpriu cláusulas do Acordo de Cooperação Técnica ao inserir taxas indevidas de serviços nas parcelas dos empréstimos consignados.
Em nota, o INSS informou que a suspensão do recebimento de novas averbações de crédito consignado pelo C6 Consig foi motivada pela Controladoria-Geral da União (CGU), que identificou ao menos 320 mil contratos com indícios de cobrança de custos adicionais, como pacotes de serviços e seguros. A proibição permanecerá até que os valores cobrados indevidamente sejam restituídos aos prejudicados, com as devidas correções.
O INSS classificou as irregularidades como uma “conduta considerada de elevada gravidade”, ressaltando que é proibida a inclusão de custos extras, como taxas administrativas e prêmios de seguros, para preservar a integridade da margem consignável e proteger a renda alimentar dos beneficiários.
Técnicos do INSS se reuniram por oito vezes com representantes do C6 Consig entre novembro de 2025 e 19 de janeiro de 2026, mas as reuniões não resultaram na celebração de um Termo de Compromisso para resolver as irregularidades.
Em resposta, o C6 Consig afirmou que discorda da interpretação do INSS e que não praticou irregularidades, seguindo rigorosamente todas as normas vigentes. O banco anunciou que recorrerá da decisão na esfera judicial, garantindo que a contratação do empréstimo consignado nunca esteve condicionada à compra de nenhum outro produto e que não desconta parcelas referentes à contratação de pacotes de benefícios.


