Os serviços de inteligência dos Estados Unidos afirmaram que o regime iraniano “parece ainda estar intacto, mas bastante enfraquecido após ataques contra sua liderança e suas capacidades militares”. A declaração foi feita nesta quarta-feira (18) pela diretora de Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard, durante uma audiência no Senado americano sobre ameaças globais.
Gabbard destacou que, caso o regime permaneça no poder, a tendência é que o Irã inicie um processo de reconstrução ao longo de anos, focando em suas forças armadas, mísseis e drones. Essa avaliação ocorre após a morte de importantes líderes iranianos, incluindo o aiatolá Ali Khamenei.
A diretora de Inteligência Nacional também mencionou que, antes do início das operações militares dos Estados Unidos e de Israel, no fim de fevereiro, a inteligência americana já avaliava que o Irã tentava se recuperar dos danos severos à sua infraestrutura nuclear, causados durante a chamada guerra de doze dias. Ela afirmou que o país continua sem cumprir suas obrigações internacionais na área nuclear.
Gabbard não detalhou como o processo de recuperação estava ocorrendo, nem se Teerã estava tentando retomar sua capacidade de enriquecimento de urânio. Ela observou que a capacidade do Irã de projetar poder militar de forma convencional foi “em grande parte destruída”, reduzindo significativamente suas opções estratégicas.
As sanções econômicas impostas pelos EUA, juntamente com a retomada de medidas europeias, também teriam enfraquecido a posição do Irã. Gabbard alertou que as tensões internas devem crescer à medida que a economia iraniana se deteriora.
A diretora reiterou que o Irã poderia, com a tecnologia atual, desenvolver um míssil balístico intercontinental (ICBM) com capacidade militar antes de 2035, caso decida seguir esse caminho. Essa análise será atualizada para considerar os impactos da chamada “Operation Epic Fury”.
O diretor da CIA, John Ratcliffe, acrescentou que o Irã vem adquirindo experiência em tecnologias de propulsores mais potentes por meio de seu programa espacial. Ele alertou que, se esse avanço não for contido, o país poderia desenvolver mísseis com alcance até o território continental dos Estados Unidos.

