O Banco Inter está utilizando o futebol como um dos pilares em sua estratégia de expansão internacional. A instituição se tornou pioneira ao investir no mercado norte-americano com a aquisição de naming rights do Inter&Co. Stadium, localizado na Flórida, casa do Orlando City e do Orlando Pride. Essa iniciativa tem sido fundamental para fortalecer o relacionamento com clientes brasileiros que vivem ou visitam os Estados Unidos.
Em entrevista ao CNN Money, Kaio Philipe, CMO do Inter nos Estados Unidos, destacou o sucesso da iniciativa: “Foram mais de 750 mil pessoas em 2025 indo no estádio. É o estádio da Major League Soccer, da MLS, na Flórida que mais recebeu pessoas”. O espaço não apenas sediou jogos regulares, mas também eventos como o Mundial de Clubes da FIFA e o Inter Soccer Week, que trouxe clubes brasileiros como Cruzeiro e São Paulo para a América do Norte.
Philipe explicou que a escolha de Orlando como sede dessa estratégia não foi por acaso, já que a cidade é um dos destinos preferidos dos brasileiros no exterior, recebendo cerca de 75 milhões de visitantes anualmente. “Orlando é a cidade preferida dos brasileiros. É incrível Orlando ser a capital do Brasil hoje em dia nos Estados Unidos e fora do Brasil no mundo”, comentou.
O executivo enfatizou que o brasileiro é o principal público-alvo do banco nos Estados Unidos. “Nosso cliente número um, nosso público número um, nosso consumidor número um é o brasileiro. É indiscutível”, afirmou. Segundo dados do Google mencionados por Philipe, o Inter é reconhecido como a marca brasileira de banco mais buscada pelos brasileiros nos Estados Unidos.
O Inter oferece diversos serviços financeiros voltados para brasileiros que vivem ou visitam os EUA, como cartão de crédito internacional, investimentos em dólar, financiamento imobiliário e remessas internacionais. “A pessoa consegue mandar dinheiro pelo nosso aplicativo com três passos, ela não precisa ir numa loja, que é muito comum aqui nos Estados Unidos”, explicou Philipe.
A adaptação ao mercado norte-americano tem sido um desafio para o banco, que precisa lidar com diferenças culturais significativas no sistema bancário. Enquanto o Brasil é reconhecido pela vanguarda tecnológica no setor financeiro, os Estados Unidos ainda mantêm práticas mais tradicionais, como o uso de cheques. “A gente não está aqui para mudar como o americano ou brasileiro ou latino bancariza aqui, a gente está aqui para servi-los da melhor forma possível”, pontuou o executivo.
Philipe também afirmou que o Inter busca atender a comunidade hispânica nos Estados Unidos, seu segundo público-alvo, e que a instituição já está presente em regiões além da Flórida. O banco possui clientes em todos os estados americanos, incluindo locais como Wyoming, Havaí e Alasca, demonstrando o alcance da instituição entre os brasileiros residentes nos Estados Unidos.

