A nova internação de Jair Bolsonaro (PL) reacendeu o debate sobre seu pedido de prisão domiciliar. Aliados do ex-presidente afirmam que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, ignora a gravidade do quadro de saúde de Bolsonaro ao mantê-lo em regime fechado.
A internação, que deve durar pelo menos sete dias, deve intensificar a mobilização pela transferência de Bolsonaro para prisão domiciliar. Durante esse período, a defesa planeja apresentar um novo pedido para que, após receber alta, ele não retorne para a Papudinha, mas possa ir para casa.
Um dos principais argumentos da defesa é a comparação com o caso de Fernando Collor de Mello, que conseguiu prisão domiciliar após diagnóstico de Parkinson. Os advogados de Bolsonaro afirmam que seu quadro de saúde é ainda mais grave, justificando um tratamento similar.
“”Foi um quadro muito grave”, dizem médicos de Bolsonaro.”
Familiares e aliados alegam que Bolsonaro necessita de acompanhamento constante, especialmente à noite, quando enfrenta dificuldades para dormir e episódios de sufocamento devido ao refluxo. Apesar de Moraes afirmar que há estrutura adequada para atender às condições de saúde do ex-presidente na Papudinha, a defesa argumenta que o acompanhamento noturno é insuficiente, pois não há ninguém dormindo com ele dentro da cela.
Com a nova internação, aliados prometem elevar o tom contra o ministro Alexandre de Moraes, insistindo que ele estaria ignorando a gravidade do quadro clínico de Bolsonaro ao mantê-lo em regime fechado.


