A internação do ex-presidente Jair Bolsonaro aumentou a pressão sobre o ministro Alexandre de Moraes para que ele conceda prisão domiciliar ao ex-mandatário. A informação sobre a internação foi divulgada por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e gerou mobilização imediata de aliados nas redes sociais.
A analista política Jussara Soares comentou, durante o programa Agora CNN, que o agravamento rápido da saúde de Bolsonaro intensificou os apelos para que ele seja autorizado a cumprir a pena em casa.
““Aliados do ex-presidente dizem que agora fica muito claro que essa internação dele às pressas, e o agravamento da saúde dele, de modo tão rápido, aumenta a pressão sobre o ministro Alexandre de Moraes”,”
afirmou Jussara.
Ela também destacou que Moraes tem sido criticado por supostamente ignorar os alertas médicos sobre o estado de saúde do ex-presidente. A defesa de Bolsonaro planeja apresentar um novo pedido de prisão domiciliar, conforme mencionado por Flávio.
Um dos principais argumentos da defesa é a comparação com o caso de Fernando Collor, que, após condenação no âmbito da Operação Lava Jato, permaneceu poucos dias em regime fechado antes de conseguir prisão domiciliar devido a um laudo médico que atestava Parkinson.
““E o magistrado que decidiu isso foi o próprio Alexandre de Moraes. A defesa e os aliados acabam dizendo que os casos são muito semelhantes e que a situação de Bolsonaro é ainda mais grave”,”
relatou a analista.
Até o momento, não foi apresentado um novo pedido formal de prisão domiciliar. Em manifestações anteriores, Alexandre de Moraes argumentou que a Papudinha, onde Bolsonaro cumpre pena por tentativa de golpe de estado, possui infraestrutura adequada para oferecer o tratamento médico necessário.
Com o recente agravamento da condição de saúde de Bolsonaro, cresce a expectativa entre aliados de que o ministro possa reconsiderar sua posição e autorizar que o ex-presidente cumpra a pena em regime domiciliar.


