Intoxicação alimentar atinge mais de 100 clientes de pizzaria na Paraíba

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

Uma pizzaria no município de Pombal, na Paraíba, registrou uma morte e mais de 100 casos de intoxicação alimentar no último domingo, 15. A Polícia Civil e a Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa) estão investigando as causas do episódio.

A vítima fatal, Raíssa Bezerra, de 44 anos, foi enterrada na manhã de quarta-feira, 18. A Secretaria Municipal da Saúde de Pombal informou que os primeiros pacientes começaram a buscar atendimento nos hospitais da cidade ainda na noite de domingo. Ao menos 114 pessoas foram atendidas na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e no Hospital Regional de Pombal com sintomas como vômito, diarreia e dor abdominal.

Raíssa Bezerra esteve na pizzaria La Favoritta com o namorado, onde consumiram uma pizza de carne de sol. O namorado também apresentou mal-estar, mas não teve complicações. Raíssa, por outro lado, desenvolveu um quadro infeccioso grave, foi internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e faleceu na manhã de terça-feira, 17.

A pizzaria foi interditada na segunda-feira, 16, após a coleta de amostras de pizzas e ingredientes para análise. O alvará do estabelecimento estava em dia, mas pode ser suspenso. A Secretaria Municipal da Saúde informou que ainda não se sabe se a causa das infecções foi a carne ou derivados do leite, como nata ou queijos. O proprietário da pizzaria sugere que a causa pode ser uma virose comum nesta época do ano, conhecida como “virose da mosca”.

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A gastroenterite, que pode ser causada por vírus, bactérias e parasitas, leva a sintomas como vômitos e diarreia. A intoxicação alimentar, por sua vez, é caracterizada por sintomas súbitos após a ingestão de alimentos estragados.

Marcos Antonio Gomes Neto, proprietário da pizzaria, expressou condolências às vítimas e afirmou que está colaborando com as investigações. Ele destacou que, em seis anos de funcionamento, o estabelecimento nunca havia enfrentado uma situação semelhante. Gomes Neto declarou: “Todos nós queremos respostas. Eu preciso da verdade para me sentir bem. Jamais tive a intenção de machucar qualquer pessoa.”

A advogada do proprietário, Raquel Dantas de Assis, afirmou que não foram encontradas irregularidades no local. “Não foi encontrado nenhum produto ou material de manuseio fora da validade ou estragado. Podem existir bactérias que não vemos a olho nu, mas só a prova pericial vai trazer isso.”

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