O ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente cumprindo pena de mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado no Complexo da Papudinha, em Brasília, tem utilizado cartas para orientar o PL e seus aliados sobre as eleições de outubro.
Esse método é semelhante ao que Luiz Inácio Lula da Silva, seu adversário atual, utilizou em 2018, quando estava preso em Curitiba, acusado de corrupção. Da Papudinha, Bolsonaro escolheu seu filho, senador Flávio Bolsonaro, como candidato do PL à presidência, coordena a estratégia eleitoral do partido e define os candidatos ao Senado que farão parte da aliança de direita.
Em 2018, Lula também coordenou a estratégia eleitoral do PT, escolhendo Fernando Haddad como candidato à presidência, organizando alianças e palanques estaduais, além de influenciar propagandas. Hoje, Jair Bolsonaro, atrás das grades, recebe visitas semanais de políticos e familiares, através dos quais dá ordens e envia recados.
Recentemente, Bolsonaro escreveu uma carta para resolver um litígio político em Mato Grosso do Sul, onde há uma disputa interna no PL pela vaga de candidato ao Senado. Ele decidiu a questão em uma carta entregue à Michelle Bolsonaro, afirmando: “Adianto que, pelo seu caráter, honra e dedicação enquanto deputado federal, o meu candidato será Marcos Pollon”.
O texto foi divulgado nas redes sociais da ex-primeira-dama. Na mesma carta, Bolsonaro também mencionou que em breve divulgará a lista completa de todos os nomes escolhidos para concorrer ao Senado em 2026.

