Ad imageAd image

Investidores de Doni atraídos por confiança e mercado imobiliário promissor nos EUA

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A advogada Juliana Leite, que representa investidores em negócios imobiliários do ex-goleiro Doniéber Alexander Marangon, conhecido como Doni, nos Estados Unidos, afirmou que os clientes foram atraídos por uma relação de confiança e pelo potencial do mercado na Flórida.

Segundo Juliana, “tinha-se um relacionamento com os diretores das empresas. Ele tinha projetos bem interessantes que, se fossem entregues, iriam devolver muito mais do que era devido. E o mercado imobiliário da Flórida sempre foi muito pujante, principalmente depois da pandemia. Os terrenos valoraram muito”.

Ela destacou que, apesar da expectativa inicial de entrega dos projetos, esses não foram cumpridos. Juliana Leite atua em quatro processos contra a D32, empresa da qual Doni é sócio, que enfrenta queixas pela falta de devolução de recursos e entrega de empreendimentos.

As ações judiciais resultaram em ganho de causa, garantindo uma devolução de aproximadamente US$ 1,5 milhão. Entre os investidores estão empresas ligadas ao cantor Michel Teló e à atriz Thaís Fersoza.

Juliana mencionou que a D32 tentou estabelecer acordos extrajudiciais, mas as propostas foram rejeitadas. “Eles estavam propondo uma novação da dívida. Eu recomendei aos meus clientes não fazerem isso, porque nós já tínhamos uma dívida executada na Justiça e esse julgamento nos dá prioridade de recebimento”.

Um cliente optou por um acordo extrajudicial, mas não recebeu o valor, que ultrapassa US$ 1 milhão. Em nota, Doni afirmou que é sócio da incorporadora há mais de oito anos e que a empresa está passando por reestruturação e renegociação de contratos, o que gerou divergências com alguns clientes.

Ele também comunicou que firmou acordos com a maioria dos investidores e atribuiu os problemas a questões econômicas, como o aumento da taxa de juros nos EUA.

Após encerrar a carreira em 2013, Doni se tornou empresário e sócio da D32, que captou recursos para construção de casas na Flórida. A empresa enfrenta queixas de investidores devido à falta de entrega de empreendimentos e retorno financeiro, resultando em pelo menos 29 processos judiciais contra ela.

Nos condados de Miami-Dade e Orange, foram identificadas 22 ações, incluindo uma do jogador Willian Souza Arão da Silva, que investiu US$ 200 mil. Em Miami-Dade, há mais 7 processos, incluindo ações de Teló e Fersoza, que assinaram empréstimos de US$ 450 mil com promessa de devolução em 15% de juros anuais, o que não ocorreu.

A justiça americana obrigou a D32 a pagar US$ 812 mil às empresas ligadas a Teló e Fersoza, valor que continua sujeito a correções monetárias. Juliana Leite informou que não cabem mais recursos para essas ações, que estão em fase de execução, buscando bens da companhia.

Compartilhe esta notícia