O Exército dos Estados Unidos atingiu acidentalmente uma escola primária iraniana em 28 de fevereiro, resultando na morte de pelo menos 168 crianças e 14 professores. O ataque ocorreu em Minab, enquanto os EUA realizavam operações contra uma instalação da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) próxima à escola Shajareh Tayyiba.
De acordo com fontes que participaram das conclusões preliminares da investigação militar, o Comando Central dos EUA utilizou coordenadas baseadas em informações desatualizadas fornecidas pela Agência de Inteligência de Defesa, o que contribuiu para o erro. Um porta-voz da Agência de Inteligência de Defesa afirmou que “o incidente está sob investigação; encaminhamos o caso ao Pentágono para mais comentários”.
O Comando Central dos EUA também se recusou a comentar as conclusões preliminares, alegando que a investigação ainda está em andamento. O presidente Donald Trump declarou que não tinha conhecimento sobre as investigações que indicavam a responsabilidade dos EUA pelo ataque, afirmando: “Não sei sobre isso”.
A agência Reuters foi a primeira a noticiar que investigadores militares acreditavam ser provável que os EUA estivessem por trás do ataque, enquanto o New York Times destacou que a causa seria a utilização de dados desatualizados. Imagens de satélite de 2013 mostraram que a escola e a base da IRGC faziam parte do mesmo complexo, mas imagens de 2016 revelaram que uma cerca havia sido erguida para separar a escola do restante da base.
Um vídeo geolocalizado pela CNN, filmado de um canteiro de obras próximo, mostra uma munição compatível com um míssil de ataque terrestre Tomahawk americano atingindo a área da base da IRGC. A análise de detritos de mísseis recuperados por autoridades iranianas sugere que eles são de um míssil de cruzeiro Tomahawk americano, embora não tenha sido possível confirmar se eram do ataque à escola ou de outro local.
Trump, em coletiva de imprensa, rebateu a sugestão de que os EUA teriam realizado o ataque, afirmando que o Irã também possuía mísseis Tomahawk, embora especialistas confirmem que o Irã não os possui. A investigação continua em andamento, e novas evidências estão surgindo publicamente.


