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Justiça

Investigação sobre morte de estudante em excursão escolar avança após decisão do STJ

Amanda Rocha
Última atualização: 17 de março de 2026 09:48
Amanda Rocha
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Tempo: 3 min.
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O engenheiro João Carlos Natalini tem se dedicado a investigar a morte da filha, Victoria Mafra Natalini, ocorrida em 2015 durante uma excursão escolar em Itatiba, interior de São Paulo. A estudante desapareceu em 11 de setembro daquele ano e foi encontrada morta no dia seguinte.

No início deste mês, a 4ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por unanimidade, condenar a Escola Waldorf Rudolf Steiner a pagar R$ 1 milhão em indenização por danos morais ao pai de Victoria. A decisão reverteu uma anterior do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que havia reduzido o valor para R$ 400 mil.

“A gente nunca fica feliz em uma situação desse tipo. Mas a gente fica satisfeito que a sentença tenha sido feita da forma como foi, extremamente técnica, e porque foi confirmada a negligência da escola de forma cabal”, afirmou Natalini.

A expectativa da família agora se volta para a responsabilização criminal dos envolvidos na organização da excursão e a identificação do autor do homicídio. Natalini expressou sua determinação: “Quero, sim, cumprir meu dever como pai de trazer justiça para minha filha.”

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A morte de Victoria foi inicialmente considerada suspeita, mas sem indícios de crime. O primeiro laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou “causa indeterminada, sugestiva de morte natural”. No entanto, a família contestou essa versão, alegando que Victoria era saudável.

Após a contratação de peritos independentes, um novo laudo em 2016 revelou que a causa da morte foi asfixia mecânica, mudando a investigação para homicídio. A Justiça reconheceu a negligência da escola, que não tinha um plano de contingência adequado e não monitorou os alunos durante a excursão.

A escola, que lamentou a perda de Victoria, afirmou que sempre colaborou com as autoridades e que a excursão era realizada sem incidentes desde 2005. Natalini, por sua vez, acredita que a decisão do STJ traz uma reparação simbólica e ajuda a esclarecer a memória da filha.

Atualmente, o inquérito policial investiga a responsabilidade de professores e gestores pelo crime de abandono de incapaz com resultado morte, além de buscar identificar o autor do homicídio. Natalini acompanha de perto o andamento das investigações e espera que a verdade sobre a morte de sua filha seja finalmente revelada.

TAGGED:EscolaEscola Waldorf Rudolf SteinerexcursãoItatibaJoão Carlos NataliniJustiçaSão PauloVictoria Mafra Natalini
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