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Segurança

Investigação sobre morte da PM Gisele Alves avança com novas evidências

Amanda Rocha
Última atualização: 15 de março de 2026 00:01
Amanda Rocha
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Tempo: 3 min.
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A Polícia Civil investiga a morte da policial militar Gisele Alves, ocorrida em 18 de fevereiro de 2026, no apartamento onde morava com o tenente-coronel Geraldo Neto, no Brás, São Paulo. O inquérito apura se a soldado cometeu suicídio ou foi vítima de feminicídio.

O caso, inicialmente registrado como suicídio, passou a ser tratado como morte suspeita devido a contradições e novos elementos. A investigação considera duas hipóteses: a de que Gisele tenha tirado a própria vida ou a de que tenha sido assassinada. Laudos complementares da Polícia Técnico-Científica são aguardados para esclarecer a dinâmica do disparo.

O tenente-coronel Geraldo Neto, de 53 anos, relatou que o disparo ocorreu após uma discussão, enquanto estava no banho. Ele afirmou ter ouvido um barulho e encontrado Gisele ferida na cabeça, com uma arma em mãos. O socorro foi acionado em seguida.

Após a morte de Gisele, Geraldo participou da reconstituição do caso realizada por peritos do Instituto de Criminalística em 23 de fevereiro. A defesa do coronel solicitou um novo depoimento no 8º Distrito Policial, após a entrega dos laudos pendentes, incluindo o do Instituto Médico Legal.

Na sexta-feira (13), o ex-marido de Gisele prestou depoimento, afirmando que a soldado não apresentava tendências suicidas. Ele também informou que a filha do casal, que morava com Gisele, deverá ficar sob sua guarda e dos avós maternos.

Com o surgimento de novos elementos e questionamentos da família, a Polícia Civil reclassificou o caso como morte suspeita, remetendo a investigação à Vara do Júri, por indícios de crime doloso contra a vida, incluindo feminicídio. Relatos de familiares indicam que Gisele vivia uma relação tóxica, com ameaças e controle por parte de Geraldo.

Laudos já concluídos levantaram dúvidas sobre a versão inicial de suicídio. O laudo necroscópico apontou disparo encostado no lado direito da cabeça e lesões no rosto e pescoço compatíveis com pressão digital. O residuográfico não detectou pólvora nas mãos de Gisele nem de Geraldo, e o laudo de trajetória indicou um tiro de baixo para cima.

Peritos e investigadores se reunirão para discutir o caso, enquanto o corpo de Gisele foi exumado para novos exames. Pendentes estão o laudo toxicológico e o laudo do local da morte, que deve incluir registros fotográficos da posição do corpo. A Polícia Militar também instaurou um Inquérito Policial Militar após denúncias de ameaças e instabilidade emocional na relação.

TAGGED:BrásFeminicídioGeraldo NetoGisele AlvesInstituto de CriminalísticaInstituto Médico LegalPMPolícia CivilSão Paulosuicídio
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