A Polícia Civil identificou um total de R$ 215 mil relacionados ao pagamento pelo assassinato do advogado Renato Gomes Nery, de 72 anos, ocorrido em julho de 2024, em Cuiabá. A informação foi divulgada nesta sexta-feira, 13 de março de 2026, após a quebra de sigilo bancário autorizada pela Justiça.
As investigações revelaram que a empresária Julinere Goulart Bastos, uma das mandantes do crime, realizou uma transferência de R$ 200 mil no dia 4 de março de 2024. Esse valor passou por contas de terceiros em uma série de movimentações financeiras que visavam ocultar a origem e o destino final do dinheiro.
A cronologia das movimentações financeiras é a seguinte:
- 4 de março de 2024 – Transferências totalizando aproximadamente R$ 200 mil realizadas por Julinere.
- 5 de março de 2024 – Parte do dinheiro foi utilizada na compra de um veículo avaliado em R$ 115 mil, registrado em nome de um terceiro.
- 5 de março de 2024 – Transferência de R$ 40 mil para a mãe de um dos investigados.
- 6 de março de 2024 – O restante do valor foi enviado para a conta de um dos investigados.
- 8 de março de 2024 – Pagamento de R$ 15 mil da mandante ao segundo investigado.
- 12 de março de 2024 – Um dos investigados confirmou em depoimento a dinâmica do pagamento pelo crime.
A análise do fluxo financeiro revelou movimentações fracionadas e o uso de intermediários, sugerindo possível lavagem de dinheiro. A Polícia Civil concluiu que o caso se trata de um crime de mando, caracterizado pelo pagamento para a prática de homicídio qualificado.
Os principais investigados no caso incluem César Jorge Sechi e Julinere Goulart Bastos como mandantes, Alex Roberto de Queiroz Silva como atirador, e diversos policiais militares que atuaram como intermediários no crime.
O advogado Renato Nery foi baleado em julho de 2024, quando chegava ao seu escritório em Cuiabá. O atirador o aguardava e, após os disparos, fugiu em uma moto. O advogado faleceu um dia após o atentado e foi sepultado em Cuiabá no dia 7 de julho.


