Investigação sobre perseguição a secretário do Rio é transferida para a Delegacia de Homicídios

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

A Polícia Civil transferiu para a Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG) a investigação sobre a perseguição ao secretário municipal de Defesa do Consumidor, João Pires. O secretário relatou ter sido seguido por criminosos armados na Rodovia Amaral Peixoto, na madrugada de terça-feira, 17 de março de 2026.

A mudança na investigação ocorreu após informações de que Pires vinha sofrendo ameaças, levando a corporação a ampliar a linha de investigação para um possível atentado contra a vida de um agente público. A DH é uma unidade especializada em casos complexos e a investigação continua em andamento.

Inicialmente, o caso foi registrado na 75ª DP (Rio do Ouro) como tentativa de roubo de veículo. João Pires afirmou que seguia para Maricá quando percebeu que estava sendo acompanhado por outro carro. Ele relatou que criminosos abriram as portas do veículo e apontaram dois fuzis em sua direção.

O secretário acelerou seu carro blindado e foi perseguido por cerca de dois quilômetros. Ao avistar uma viatura policial, ele entrou em um posto de combustíveis, mas perdeu o controle e colidiu com um carro estacionado. Ninguém ficou ferido e os criminosos não efetuaram disparos, fugindo do local.

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O prefeito Eduardo Paes classificou o episódio como atentado e afirmou que João Pires sofre ameaças recorrentes devido à sua atuação contra irregularidades no setor de combustíveis. Após a transferência do caso, a segurança do secretário foi reforçada. Segundo a prefeitura, Pires já utilizava carro blindado e contava com medidas de proteção em razão do risco associado à sua função.

A Polícia Civil não descarta nenhuma hipótese e trabalha para identificar os autores e esclarecer a motivação do crime.

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