A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã ameaçou nesta segunda-feira, 16 de março de 2026, atacar empresas americanas no Oriente Médio e pediu que seus funcionários abandonem as instalações. Essa ameaça ocorre em meio a um conflito que se intensificou após ataques dos Estados Unidos e Israel contra o território iraniano.
“Roga-se aos funcionários das empresas americanas (…) que abandonem estas zonas imediatamente. Estas áreas em breve serão atacadas pelo Corpo dos Guardiães da Revolução islâmica”, anunciou a organização em seu site oficial, Sepah News.
A força não especificou quais empresas seriam alvos, mas a agência de notícias Tasnim divulgou uma lista de possíveis alvos, incluindo os escritórios de empresas como Amazon, Google, Microsoft e Nvidia em países do Golfo.
A campanha de retaliação do Irã, iniciada após os ataques dos Estados Unidos e Israel em 15 de fevereiro, já envolveu pelo menos 15 países. Inicialmente, os ataques focaram em bases militares americanas em monarquias árabes aliadas, como Catar, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita.
Drones e mísseis foram disparados contra complexos petrolíferos de nações que são grandes exportadoras de combustível. O fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo e gás consumidos globalmente, também contribuiu para a instabilidade nos mercados energéticos.
Na manhã desta segunda, o preço do barril de Brent ultrapassou US$ 100, alcançando o nível mais alto desde outubro de 2022, quando os preços foram elevados devido à guerra na Ucrânia e à queda do fornecimento de energia russa à Europa.
Até o momento, as empresas americanas não foram atingidas pelos ataques iranianos, que já afetaram refinarias na Arábia Saudita, Kuwait e Iraque, além de petroleiros na costa dos Emirados Árabes Unidos.
No Irã, os bombardeios israelenses e americanos resultaram na morte do líder supremo Ali Khamenei, que foi substituído por seu filho, Mojtaba Khamenei, e causaram a morte de cerca de 2 mil civis. Os ataques também atingiram portos, aeroportos, complexos petrolíferos, fábricas de armas e bases da Guarda Revolucionária Islâmica.


