Irã amplia ataques para afetar economia dos países do Golfo Pérsico

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

O Irã intensificou seus ataques com o objetivo de prejudicar a economia dos países do Golfo Pérsico. A estratégia inclui a ameaça de afundar embarcações que tentem passar pelo Estreito de Ormuz, uma rota vital para o transporte de petróleo.

Um site de monitoramento via satélite revelou que muitos navios petroleiros estão impedidos de entrar ou sair do Golfo Pérsico, onde a indústria de petróleo e gás é fundamental para a economia local. Poucas embarcações se arriscam a atravessar a região, como ocorreu com uma que navegou fora da faixa de segurança.

A Arábia Saudita, o Iraque, o Kuwait e os Emirados Árabes Unidos dependem quase exclusivamente do Estreito de Ormuz para a venda de sua produção. Roberto Ardenghy, diretor do Instituto Brasileiro de Petróleo, destacou que os oleodutos não são suficientes para escoar os 18 milhões de barris que passam pelo estreito diariamente e também não são seguros:

““Um oleoduto está tão sujeito a condições de segurança quanto um navio, porque ele pode muito bem ser sujeito também de ataques.””

As embarcações de gás também estão paradas. Hussein Kalout, professor de Relações Internacionais da USP, explicou que o Irã busca sufocar a economia dos países árabes para que eles pressionem os Estados Unidos por um cessar-fogo:

““Os países árabes são os maiores investidores hoje na economia americana, são os maiores investidores no governo Trump.””

O impacto na economia árabe não se limita às exportações. Essas nações dependem fortemente das importações marítimas, especialmente de alimentos como milho, carne, frutas e verduras. Um navio que transporta grãos do Brasil está há uma semana parado na entrada do estreito.

Hugo Garbe, professor de economia do Mackenzie, afirmou que encontrar alternativas para essas cargas é complicado:

““Você pode até fazer a importação via aérea, mas é muito caro, e a capacidade de estocagem é muito pequena.””

O professor ressaltou que essa situação representa uma pressão significativa sobre os países, sendo um trunfo importante nas mãos do Irã.

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