Irã anuncia desescalada, mas novos ataques são relatados

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

No dia 7 de março de 2026, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian declarou que Teerã suspenderia os ataques contra seus vizinhos do Golfo. No entanto, novos ataques foram relatados, alguns dos maiores desde o início da guerra, coincidindo com o aniversário de uma semana do assassinato do Líder Supremo Ali Khamenei em ataques dos EUA e de Israel.

Pezeshkian fez comentários de desescalada, pedindo desculpas a seus vizinhos pelos dias de ataques que causaram pânico em áreas antes consideradas seguras. Ele se desculpou em nome das forças armadas iranianas, afirmando que elas “agiram por sua própria autoridade e fizeram o que era necessário para defender nossa pátria com dignidade e força”.

Desde que assumiu o cargo, o líder reformista tem se caracterizado por uma constante aura de arrependimento, emitindo múltiplos pedidos públicos de desculpas durante seu mandato, pela deterioração da economia nacional e pelas mortes de milhares de manifestantes durante protestos.

Não está claro se as declarações do Conselho de Liderança, do qual Pezeshkian agora faz parte, estão alinhadas com os objetivos das forças armadas ou da Guarda Revolucionária, que ativou suas próprias medidas em resposta aos ataques americanos e israelenses. Os comentários de Pezeshkian provocaram um suspiro de alívio nos países árabes do Golfo.

No entanto, os projéteis que sobrevoaram a região logo após seu discurso indicam que ainda é cedo para afirmar se os ataques iranianos cessaram. Além disso, suas declarações vieram com a condição de que os territórios dos países árabes do Golfo, que abrigam diversas grandes bases militares americanas, não sejam usados para lançar ataques contra o Irã.

Enquanto a região enfrenta um futuro incerto, permanece indefinido quais ações as forças armadas iranianas e seus aliados considerariam hostis à República Islâmica.

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