O Irã anunciou que não participará da Copa do Mundo em um protesto contra a ofensiva americana. A declaração foi feita pelo ministro do Esporte do país, Ahmad Doyanmali, em resposta à posição da Fifa divulgada na madrugada desta quarta-feira, 11 de março de 2026.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou nas redes sociais que se reuniu com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na terça-feira, 10 de março. Trump reiterou que a seleção iraniana é bem-vinda para disputar a Copa do Mundo.
Doyanmali declarou à TV estatal do Irã que, sob nenhuma circunstância, o país participará de uma competição sediada por um governo que, segundo ele, é corrupto e assassinou o líder Ali Khamenei.
No último domingo, 8 de março, o presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj, comentou que não faz sentido enviar jogadores a um país que está em guerra com o Irã.
A seleção iraniana está no Grupo G da Copa do Mundo, ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia. Os jogos da equipe estão programados para ocorrer nos Estados Unidos, com dois em Los Angeles e um em Seattle.
O regulamento da Copa do Mundo, publicado em 2025, estabelece uma multa de R$ 1,6 milhão para seleções que desistirem até 30 dias antes do início da competição. A Fifa decidirá sobre o que fazer caso um país desista ou seja excluído do torneio.
Se o Irã realmente não participar, a vaga poderá ser disputada em campo, através da repescagem no fim de março. Seis das 48 vagas ainda estão em aberto, sendo quatro na Europa e duas na repescagem intercontinental. A Fifa ainda não se manifestou oficialmente sobre a situação.


