O Exército do Irã anunciou nesta quarta-feira, 11 de março de 2026, que atacou a agência de inteligência militar de Israel, conhecida como Aman, além de uma base naval na cidade de Haifa e um sistema de radar israelense.
Segundo comunicado do exército, “nesta manhã, o Exército da República Islâmica atacou a agência de inteligência militar israelense conhecida como Aman, assim como a unidade militar israelense 8200, o radar Green Pine e o prédio do quartel-general de submarinos na base naval de Haifa”.
Os militares iranianos também declararam que qualquer navio que transporte petróleo ou pertença aos Estados Unidos, Israel ou a seus aliados que atravesse o Estreito de Ormuz será considerado um alvo “legítimo”. O comunicado afirmou que as Forças Armadas iranianas “não permitirão que nem um único litro de petróleo transite” pela rota.
Além disso, a Guarda Revolucionária do Irã informou que atacou bases americanas no Kuwait e no Bahrein. “Mísseis e drones iranianos atingiram uma infraestrutura crucial na base americana de Mina Salman, centro da Quinta Frota americana”, disse a Guarda em seu site, Sepah News.
Relatos indicam que houve “grandes danos” em Camp Patriot, uma base americana no Kuwait, que abriga hangares e centros de alojamento de soldados, além de outro ataque contra Camp Buehring, outra importante base americana no país.
As declarações do Irã ocorrem em meio à escalada da guerra no Oriente Médio, que começou após ataques dos EUA e Israel contra o Irã no dia 28 de fevereiro. Em resposta, Teerã lançou uma campanha retaliatória contra países da região com bases militares americanas.
Após os novos ataques, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que a ofensiva militar conjunta de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã durará “o tempo que for necessário”. “Esta operação continuará indefinidamente, pelo tempo que for necessário, até que alcancemos todos os nossos objetivos e determinemos o resultado da campanha”, declarou Katz.
O presidente dos EUA, Donald Trump, já havia afirmado que a decisão sobre quando encerrar a guerra com o Irã será tomada de forma “mútua” entre ele e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.


