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Irã confirma boicote à Copa do Mundo de 2026

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

O Irã anunciou que não disputará a Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, Canadá e México. A confirmação foi feita pelo ministro dos Esportes e Juventude, Ahmad Donyamali, que citou conflitos militares e problemas relacionados a vistos como razões para a ausência da seleção iraniana.

Donyamali afirmou que as tensões no Oriente Médio tornaram a participação do Irã “absolutamente impossível”. O ministro mencionou operações militares na região que resultaram em milhares de mortes e fez referência ao ataque dos EUA e de Israel em 28 de fevereiro, que resultou na morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei.

Além dos conflitos, o ministro destacou obstáculos logísticos e imigratórios impostos pelas autoridades dos EUA, que poderiam barrar a entrada de jogadores e membros da comissão técnica devido ao serviço militar obrigatório no Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC).

O presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj, e outros dirigentes tiveram seus vistos negados para o sorteio da Copa do Mundo, o que intensificou as críticas à postura americana, que Donyamali chamou de “má-fé”.

Outro fator que contribuiu para o boicote foi a realização da Pride Match em Seattle, que coincidiria com o fim de semana do Orgulho LGBTQ+. O Irã demonstrou descontentamento com rumores de que o uso de braçadeiras com as cores do arco-íris seria obrigatório, afirmando que isso cruzaria as “linhas vermelhas” estabelecidas pelas autoridades iranianas.

A desistência do Irã impacta diretamente o Grupo G do Mundial, onde a seleção enfrentaria Egito, Nova Zelândia e Bélgica. Apesar de reuniões entre o presidente da Fifa, Gianni Infantino, e o presidente dos EUA, Donald Trump, que garantiram a recepção da seleção iraniana, a decisão de boicote foi mantida.

A Fifa agora enfrenta o desafio de reorganizar a competição e as chaves, podendo repassar a vaga em aberto para outras seleções, como os Emirados Árabes Unidos ou o Iraque.

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