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Irã ameaça confiscar bens de cidadãos no exterior por apoio a inimigos

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

A Procuradoria-Geral do Irã emitiu um alerta formal aos cidadãos iranianos que residem no exterior, informando que seus bens em território nacional serão confiscados caso colaborem com países considerados inimigos.

O comunicado oficial cita especificamente que o apoio ou a cooperação com o que define como “agressor americano-sionista” resultará na perda total de propriedades e outras sanções legais.

De acordo com o órgão, as punições não se limitam à esfera patrimonial. O governo iraniano estabeleceu que qualquer “ação operacional” realizada em benefício de Israel, dos Estados Unidos ou de agentes afiliados que atente contra a segurança nacional será punível com a pena de morte.

A decisão endurece o controle legal sobre a população que vive fora do país em um momento de escalada de tensões na região.

A ameaça surge após uma onda de manifestações globais. Milhares de iranianos que vivem na Europa, América do Norte e Austrália realizaram atos contrários ao regime.

O governo busca, com o novo decreto, desestimular o apoio externo a ações que desestabilizem o poder central.

O cenário de instabilidade no Irã foi agravado por um recente ataque a uma escola que resultou na morte de 168 crianças em fevereiro.

Enquanto análises independentes e senadores americanos sugerem a responsabilidade das forças dos EUA no episódio, o governo de Donald Trump atribuiu a autoria ao próprio Irã.

Este movimento de controle do Irã sobre seus cidadãos no exterior assemelha-se a medidas de outros países da região para gerir a crise. Recentemente, o Catar também deteve mais de 300 pessoas por publicações em redes sociais relacionadas à situação atual do conflito.

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