O Irã executou um cidadão sueco nesta quarta-feira, 18 de março de 2026, conforme informou a ministra das Relações Exteriores da Suécia, Maria Malmer Stenergard. A Suécia convocou o embaixador iraniano em Estocolmo para condenar a decisão.
A identidade da pessoa executada não foi divulgada. Segundo Stenergard, o cidadão foi preso no Irã em junho do ano passado e a Suécia já havia levantado o caso repetidamente com as autoridades iranianas.
““A pena de morte é uma punição desumana, cruel e irreversível. A Suécia, juntamente com o resto da União Europeia, condena sua aplicação em todas as circunstâncias”, destacou Stenergard.”
A ministra também afirmou que os procedimentos legais que levaram à execução não atenderam aos padrões do devido processo legal. O Ministério das Relações Exteriores da Suécia e a embaixada iraniana em Estocolmo não responderam imediatamente aos pedidos de comentários.
O contexto do ocorrido se insere em um cenário de conflito no Oriente Médio, onde os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã desde 28 de fevereiro de 2026, após um ataque coordenado que resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em Teerã.
Desde o início do conflito, mais de 1.200 civis morreram no Irã, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos. A Casa Branca registrou ao menos sete mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.
O conflito se expandiu para o Líbano, onde o Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã, atacou Israel em retaliação à morte de Khamenei. Israel, por sua vez, tem realizado ofensivas aéreas contra alvos do Hezbollah no Líbano, resultando em centenas de mortes no território libanês.
Após a morte de Khamenei, um novo líder supremo foi eleito: Mojtaba Khamenei, seu filho. Especialistas acreditam que ele não fará mudanças estruturais e representará a continuidade da repressão.


