O Irã lançou nesta quinta-feira (12) uma nova onda de ataques contra as infraestruturas petrolíferas dos países do Golfo, provocando um aumento nos preços do petróleo bruto.
Os bombeiros trabalham para apagar um incêndio em um depósito de combustível em Muharraq, próximo ao aeroporto, após o ataque. O conflito, que começou em 28 de fevereiro com bombardeios de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã, ameaça o abastecimento mundial de petróleo, com o tráfego paralisado no estratégico Estreito de Ormuz.
Na manhã de quinta-feira, o barril de Brent do Mar do Norte superou a cotação de 100 dólares, mesmo após a liberação de 400 milhões de barris de reservas estratégicas pelos 32 países da Agência Internacional de Energia (AIE), incluindo os Estados Unidos.
O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, anunciou que 172 milhões de barris estarão disponíveis a partir da próxima semana. Contudo, os danos às infraestruturas petrolíferas aumentam a cada dia do conflito.
O Bahrein denunciou um ataque iraniano contra depósitos de combustíveis e pediu aos moradores que permaneçam em suas casas devido à fumaça. Em Omã, depósitos de combustíveis no porto de Salalah também sofreram um incêndio após um ataque com drones.
A Arábia Saudita relatou um novo ataque com drones contra o campo de petróleo de Shaybah, no leste do país. Além disso, um ataque nesta quinta-feira contra dois petroleiros perto da costa do Iraque deixou pelo menos um morto, com equipes de emergência em busca de desaparecidos.
Imagens de um grande incêndio em um navio foram exibidas pela televisão estatal iraquiana. Um porta-contêineres também foi atingido por um projétil desconhecido na costa dos Emirados Árabes Unidos, provocando um pequeno incêndio a bordo.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que em breve haverá uma “grande segurança” na região do Estreito de Ormuz, onde transita 20% da produção mundial de petróleo e gás natural liquefeito (GNL). Ele também mencionou que 28 navios iranianos foram atacados, destacando a preocupação com a presença de explosivos submarinos na passagem de Ormuz.
Trump declarou que o Irã está “perto da derrota” e que a guerra terminará “em breve”, embora a duração dos confrontos permaneça incerta. A Guarda Revolucionária do Irã anunciou sua intenção de continuar a campanha para forçar a retirada das forças dos Estados Unidos, ameaçando uma “guerra de desgaste”.
O Exército iraniano pretende atacar centros econômicos e bancos do Golfo, enquanto a agência Tasnim citou empresas de tecnologia americanas como futuros alvos, incluindo Amazon, Google e Microsoft. Após receber ameaças, o grupo bancário Citi e as consultorias Deloitte e PwC retiraram funcionários ou fecharam escritórios em Dubai.


