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Irã intensifica retaliação econômica após ataques dos EUA e Israel

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

O Irã tem intensificado sua estratégia de retaliação aos ataques sofridos por parte dos Estados Unidos e Israel, mirando alvos econômicos estratégicos no Oriente Médio. A tática visa criar instabilidade financeira regional e pressionar aliados americanos na região, conforme análise de especialistas.

Na última sexta-feira (6), durante o videocast Fora da Ordem, o governo iraniano foi apontado como capaz de causar um caos econômico regional ao atingir infraestruturas de petróleo e gás, segundo Américo Martins. Entre as ações bem-sucedidas estão o fechamento do Estreito de Ormuz, ataques com drones à principal produção de gás do Qatar e ofensivas contra refinarias sauditas.

Os efeitos dessas ações já são visíveis no mercado global, com o aumento nos preços do petróleo e do gás natural. Na Europa, o impacto é significativo, mesmo em países como o Reino Unido, que não importam grandes quantidades de gás daquela região. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, ameaçou suspender exportações de gás para a Europa caso as sanções contra a economia russa não sejam suspensas.

Outro componente importante da estratégia iraniana envolve a pressão sobre as monarquias árabes da região. O Irã acredita que esses países evitarão retaliar os ataques por receio do impacto político de uma nação árabe atacar outro país muçulmano, especialmente em um contexto onde Israel é parte do conflito. Essa dimensão religiosa e política complica as relações entre os países da região.

Nos Estados Unidos, os efeitos econômicos também já são sentidos, com o preço da gasolina atingindo níveis máximos. Isso representa um desafio para Donald Trump, que havia prometido em campanha reduzir o custo de vida para os americanos e evitar o envolvimento do país em novos conflitos militares.

A administração Trump está buscando soluções emergenciais, como cortes de impostos e escoltas navais para navios no Estreito de Ormuz, mas as transportadoras e petrolíferas continuam relutantes em atravessar a região devido aos riscos.

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