O Irã lançou bombas de fragmentação em direção a Tel Aviv nesta quarta-feira, 17 de março de 2026. O ataque resultou na morte de duas pessoas, segundo autoridades israelenses.
As bombas foram disparadas como retaliação à morte de Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança do Irã. Um vídeo registrou as bombas cruzando os céus de Tel Aviv.
As forças militares de Israel acusam o regime iraniano de usar mísseis de fragmentação em ataques desde o início da guerra. Embora exista uma convenção de 2008 que proíbe o uso desse tipo de munição, Israel e Irã não são signatários e não se sentem obrigados a segui-la.
Além dos dois mortos, um casal de idosos que estava em um prédio alvejado em Ramat Gan, subúrbio de Tel Aviv, cinco pessoas ficaram feridas em Kafr Qasem, Petah Tikva e Bnei Brak. O jornal israelense “Haaretz” informou que os idosos não conseguiram chegar ao bunker a tempo.
As munições de fragmentação, conhecidas como “cluster munition”, são projetadas para se abrir no ar e liberar várias submunições sobre uma área extensa, podendo atingir simultaneamente soldados, veículos e infraestruturas. O uso em áreas civis é considerado extremamente perigoso, pois muitas submunições não detonam e permanecem ativas no solo, funcionando como minas terrestres.
Organizações internacionais criticam o uso dessas armas, que são consideradas letais para civis. Em 2008, mais de 110 países assinaram a Convenção sobre Munições Cluster, que proíbe o uso, desenvolvimento e transferência desse tipo de armamento. Israel e Irã não são signatários do tratado.
Israel usou munições de fragmentação pela última vez em 2006, em combates no sul do Líbano. A ONG Landmine and Cluster Munition Monitor afirma que Israel ainda possui grandes estoques desse armamento e que não conseguiu verificar o uso dos mísseis de fragmentação do Irã em 2025.

