O ministro do Esporte do Irã, Ahmad Donyamali, declarou nesta quarta-feira, 10 de março de 2026, que o país não poderá participar da Copa do Mundo de 2026. A afirmação veio após ataques aéreos realizados pelos Estados Unidos, coanfitriões do torneio, em conjunto com Israel, que resultaram na morte do líder iraniano Ali Khamenei.
“Considerando que esse regime corrupto assassinou nosso líder, em nenhuma circunstância podemos participar da Copa do Mundo”, afirmou Donyamali à televisão estatal. Ele acrescentou: “Nossos filhos não estão seguros e, fundamentalmente, não existem condições para participação”.
O ministro também ressaltou que as ações dos Estados Unidos forçaram o Irã a enfrentar duas guerras ao longo de oito ou nove meses, resultando na morte de milhares de iranianos. “Portanto, certamente não podemos ter tal presença”, completou.
A Copa do Mundo de 2026, que contará com 48 equipes, será realizada entre 11 de junho e 19 de julho, com sedes nos Estados Unidos, México e Canadá. O regulamento da FIFA estabelece que qualquer seleção que desistir do torneio até 30 dias antes da partida de abertura poderá ser punida com uma multa mínima de 250 mil francos suíços, equivalente a cerca de R$ 1,6 milhão.
Se o Irã decidir não participar, a vaga poderá ser ocupada pelos Emirados Árabes Unidos, que são os melhores colocados a seguir, ou pelo Iraque, que já está na final da repescagem mundial. No sorteio realizado em dezembro, a seleção iraniana foi alocada no Grupo G, ao lado da Seleção da Bélgica, Seleção do Egito e Seleção da Nova Zelândia. As partidas desse grupo estão programadas para ocorrer nos Estados Unidos, com duas em Los Angeles e uma em Seattle.
Caso os Estados Unidos e o Irã terminem em segundo lugar em seus respectivos grupos, as duas seleções poderão se enfrentar em um jogo eliminatório no dia 3 de julho, em Dallas.


