O Irã não fechará o Estreito de Ormuz, declarou o embaixador iraniano na ONU, Amir Saeid Iravani, nesta quinta-feira, 12 de março de 2026. A afirmação ocorreu horas após o novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, supostamente ter dito que a via navegável permaneceria fechada como uma “ferramenta de pressão”.
“Não vamos fechar o Estreito de Ormuz, mas é nosso direito intrínseco preservar a paz e a segurança nesta via navegável”, disse Iravani a jornalistas na ONU. Ele ressaltou que o Irã está comprometido com a liberdade de navegação e responsabilizou os Estados Unidos pela situação atual no estreito.
O embaixador também comentou que a situação na região, incluindo no Estreito de Ormuz, não é resultado do exercício legítimo do direito de autodefesa do Irã, mas sim uma consequência das ações desestabilizadoras dos EUA. “Os Estados Unidos lançaram agressões contra o Irã e minaram a segurança regional”, acrescentou.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que muitos navios ainda podem passar pelo estreito, desde que coordenem com a Marinha iraniana. “Após os acontecimentos recentes, de forma geral não podemos retornar às condições anteriores ao dia 28 de fevereiro, pois entendemos a importância da segurança do Estreito de Ormuz”, disse.
Mais cedo, Mojtaba Khamenei fez sua primeira declaração desde que assumiu como líder supremo do Irã, afirmando que o Estreito de Ormuz deve permanecer fechado como forma de pressão. A mensagem foi lida por uma apresentadora na televisão estatal iraniana. Khamenei não foi visto desde o início da guerra e, segundo fontes, foi ferido durante os ataques.
O embaixador do Irã no Chipre, Alireza Salarian, informou que Khamenei ficou ferido no mesmo ataque aéreo que matou o pai, o então líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, e outros cinco integrantes da família. Khamenei também pediu união ao povo e alertou que todas as bases americanas na região precisam ser fechadas ou serão atacadas.
O novo líder supremo afirmou que mantém boas relações com os países vizinhos e que os ataques são direcionados apenas contra bases americanas. “Temos tido um bom relacionamento com todos esses 15 países vizinhos… atacamos apenas essas bases militares e continuaremos a fazê-lo”, comentou.
Além disso, Khamenei declarou que o Irã exigirá compensação dos Estados Unidos e de Israel devido aos ataques. “Vamos exigir compensação do inimigo. Se não conseguirmos compensação, destruiremos suas propriedades tanto quanto eles destruíram as nossas”, disse Khamenei em um discurso lido na televisão estatal.


