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Irã afirma que não participará da Copa do Mundo de 2026 devido a conflitos

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O Irã anunciou que não participará da Copa do Mundo de 2026. A declaração foi feita pelo ministro dos Esportes, Ahmad Donyamali, em resposta aos recentes ataques dos Estados Unidos, que ocorreram em fevereiro, e à morte do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei.

Donyamali afirmou: “Considerando que este regime corrupto assassinou nosso líder, em hipótese alguma podemos participar da Copa do Mundo”. Ele acrescentou que as condições para a participação da seleção iraniana não existem, afirmando que “nossos filhos não estão seguros”.

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, havia declarado que o Irã seria “bem-vindo” para disputar a Copa. O Irã já havia participado de três Copas do Mundo consecutivas e seus jogos na fase de grupos estão programados para ocorrer nos Estados Unidos.

Antes das declarações de Donyamali, o presidente da federação iraniana de futebol, Mehdi Taj, já havia levantado dúvidas sobre a participação do país, mencionando que “com o que aconteceu… e com aquele ataque dos EUA, é improvável que possamos olhar para a Copa do Mundo à nossa frente”.

A Fifa está monitorando a situação e espera que o Irã participe do torneio. No entanto, a entidade pode substituir uma equipe que desistir ou for excluída, podendo considerar o Iraque ou os Emirados Árabes como possíveis substitutos.

O presidente dos EUA, Donald Trump, impôs restrições à entrada de cidadãos de 12 países, incluindo o Irã, mas os jogadores e a equipe técnica são exceções. O Irã já havia ameaçado boicotar o sorteio da Copa do Mundo devido a problemas com pedidos de visto.

O conflito entre os EUA e o Irã levanta preocupações sobre a segurança durante o torneio, especialmente em relação aos jogos que ocorrerão em Los Angeles, que abriga uma grande comunidade iraniana. Nick McGeehan, do grupo de defesa dos direitos humanos FairSquare, comentou que “estamos em território desconhecido” e que a possibilidade de protestos e distúrbios é real.

A Fifa, por sua vez, declarou que seu objetivo é garantir uma Copa do Mundo segura e com a participação de todos os países.

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