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Irã permitirá passagem pelo Ormuz a países que romperem relações com EUA e Israel

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) anunciou nesta segunda-feira (9) que qualquer país árabe ou europeu que expulsar embaixadores israelenses e americanos de seu território terá passagem irrestrita pelo Estreito de Ormuz a partir desta terça-feira (10).

Segundo a emissora estatal iraniana IRIB, a IRGC afirmou que esses países terão o “direito e a liberdade totais” de transitar pela via navegável estratégica se romperem relações diplomáticas com Israel e os Estados Unidos.

O Estreito de Ormuz, que possui 34 quilômetros de largura, é responsável por quase um quinto do suprimento mundial de petróleo e representa um gargalo crítico para os mercados globais.

O conflito entre os EUA e Israel com o Irã elevou os preços do petróleo, devido ao fechamento quase total do Estreito de Ormuz e à desaceleração da produção de petróleo no Oriente Médio.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou em entrevista que seu governo está “pensando” em assumir o controle do Estreito de Ormuz, um dos pontos energéticos mais críticos do mundo.

Trump mencionou que a Casa Branca ainda está “pensando em assumir o controle” do estreito, que transporta cerca de um quinto dos embarques globais de petróleo, enquanto os preços do petróleo oscilam em torno dos 100 dólares por barril.

As Forças Armadas dos Estados Unidos estão elaborando um plano para facilitar a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz, conforme informado por Kevin Hassett, assessor econômico da Casa Branca.

O tráfego pelo estreito foi praticamente interrompido após o Irã atacar pelo menos cinco navios, com um número limitado de petroleiros transitando. Um alto funcionário da Guarda Revolucionária Iraniana afirmou que o Estreito de Ormuz estava fechado e alertou que o Irã abriria fogo contra qualquer navio que tentasse passar.

Desde o início do conflito, mais de 1.200 civis morreram no Irã, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, enquanto a Casa Branca registrou ao menos sete mortes de soldados americanos devido a ataques iranianos.

O conflito se expandiu para o Líbano, onde o Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei. Israel, por sua vez, tem realizado ofensivas aéreas contra alvos do Hezbollah no Líbano.

Após a morte de Ali Khamenei, um novo líder supremo foi eleito: Mojtaba Khamenei, seu filho, que especialistas acreditam que não fará mudanças estruturais no regime.

““Mojtaba seria inaceitável para a liderança do Irã”, disse Trump sobre a escolha do novo líder.”

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