O Irã divulgou nesta quarta-feira (25) um vídeo provocativo que associa os Estados Unidos a diversas atrocidades. A produção, intitulada “Uma Vingança para Todos”, foi veiculada pela mídia estatal iraniana e apresenta uma imagem de Baal, figura demonizada pelo cristianismo, substituindo a cabeça da Estátua da Liberdade.
O vídeo utiliza inteligência artificial para mostrar os abusos sofridos por diversos povos, incluindo a desapropriação dos nativos americanos, a bomba atômica em Hiroshima durante a Segunda Guerra Mundial, a guerra do Vietnã, e conflitos mais recentes no Iémen, Afeganistão, Iraque e Palestina. Também é exibida uma criança na ilha de Jeffrey Epstein, envolvido em polêmicas de exploração sexual de menores.
Nos momentos finais do vídeo, um míssil é lançado em direção aos Estados Unidos e atinge a Estátua da Liberdade, que exibe a imagem de Baal em vez da cabeça original. Essa figura é citada no Alcorão como um ídolo em oposição a Alá.
O vídeo foi lançado em um contexto de prolongamento do conflito no Irã. Na mesma data, o governo iraniano rejeitou uma proposta de paz dos Estados Unidos, considerando-a “excessiva e desconectada da realidade”. O Irã afirmou que o presidente dos EUA, Donald Trump, não determinará o fim do conflito.
O governo iraniano apresentou sua própria contraproposta, afirmando que encerrará a guerra quando suas condições forem atendidas. Entre as cinco exigências estão a interrupção da “agressão e dos assassinatos” por parte do “inimigo”, o estabelecimento de mecanismos para garantir que a guerra não recomece, reparações por danos causados, o fim da guerra em todas as frentes e o exercício da soberania do Irã sobre o Estreito de Ormuz.
Essas exigências se somam às demandas já apresentadas por Teerã durante a segunda rodada de negociações em Genebra.

