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Iranianos aplaudem ataques enquanto mídia ocidental critica ações dos EUA

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

Iranianos demonstram apoio a ataques externos ao seu país, enquanto a mídia dos Estados Unidos e da Europa critica a postura do governo americano. A situação, que mudou rapidamente nos últimos dias, revela uma realidade diferente da percepção ocidental.

A BBC, por exemplo, tem feito uma cobertura crítica em relação a Donald Trump, mas também busca ouvir a população iraniana. Um iraniano anônimo declarou: “Tentem achar algum outro país do mundo em que a população ficaria feliz com um ataque externo a seu país. Nós temos esperança de que o regime logo acabe. Estamos felizes”.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, anunciou que o conselho interino aprovou a suspensão dos ataques a países vizinhos que não estejam colaborando com os Estados Unidos. Ele também expressou a necessidade de pedir desculpas aos países que foram atacados, o que indica uma possível divisão interna sobre a estratégia militar do regime.

Os ataques contra os vizinhos árabes, que até então estavam neutros, resultaram em uma aproximação entre os líderes árabes e os Estados Unidos. Aviões e sistemas de defesa de Israel estão sendo utilizados para proteger esses países, uma mudança significativa na dinâmica regional.

Os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita, que já registraram mortes civis devido aos ataques, estão se unindo em torno da necessidade de uma resposta ao Irã. Jonathan Sacerdoti, escrevendo na Spectator, observa que a atual dinâmica reflete a estratégia de Benjamin Netanyahu e Donald Trump, que buscavam uma maior cooperação entre Israel e os Estados árabes em resposta à ameaça iraniana.

O governo libanês também tomou medidas contra o Hezbollah, proibindo suas atividades militares e buscando restringir a presença dos Guardiões da Revolução Islâmica no país. Essa mudança é notável, considerando a histórica influência do Hezbollah no Líbano.

As possibilidades futuras incluem tanto a continuidade do regime iraniano quanto uma potencial negociação para um acordo nuclear. A situação permanece volátil, com o Hezbollah e outras forças apoiadas pelo Irã ainda representando uma ameaça à estabilidade regional.

Além disso, a ascensão de Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá, como novo líder supremo pode complicar ainda mais as perspectivas de uma saída negociada, especialmente após a morte de membros de sua família durante os bombardeios israelenses.

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