Iranianos celebram morte de Ari Larijani após bombardeio israelense

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Iranianos celebraram a morte de Ari Larijani, considerado o homem mais poderoso do Irã na ausência do novo líder supremo, Mojtaba Khamenei. Larijani foi morto em um bombardeio israelense, o que gerou gritos de alegria registrados em vídeos que romperam o silêncio imposto pelo regime.

Ari Larijani e o comandante da milícia civil Bassij, Gholamreza Suleimani, desempenharam papéis fundamentais na repressão aos protestos que resultaram em mais de 30 mil mortes. A morte de Larijani foi anunciada pelo ministro da Defesa de Israel, Katz, que afirmou que ele e Suleimani foram enviados “nas profundezas do inferno”.

A celebração da morte de Larijani contrasta com a cobertura da mídia americana e europeia, que o descreveu de forma elogiosa. Jeremy Bowen, da BBC, destacou que Larijani era uma figura pragmática, apesar de suas declarações duras recentes. O New York Times também usou o termo “pragmático” em sua cobertura.

Larijani, que vinha acumulando funções sob o título de diretor de Segurança Nacional, tinha altas ambições políticas, mas sua falta de credenciais religiosas o impedia de se tornar líder máximo. Ele havia afirmado que Donald Trump não era “inteligente” o suficiente para entender a união dos iranianos sob ataque.

- Publicidade -

A morte de Larijani pode ter gerado reações mistas entre outros integrantes do regime, que viam suas crescentes funções como uma ameaça. Observadores notaram que a única manifestação do novo líder supremo foi escrita no estilo peculiar de Larijani, sugerindo que Mojtaba Khamenei, ferido no bombardeio, pode estar impossibilitado de se manifestar.

Com a morte de Larijani, o “pragmático” não terá novas oportunidades de mostrar suas qualidades e influência.

Compartilhe esta notícia