Israel ameaça Líbano por não desarmar o Hezbollah

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

No sábado, 7 de março de 2026, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, alertou o presidente libanês, Joseph Aoun, de que o Líbano “pagará o preço” por não desarmar o Hezbollah, a milícia apoiada pelo Irã que controla o sul do país.

Katz fez a declaração em um pronunciamento televisionado, afirmando que o Líbano havia “feito uma promessa e um compromisso de cumprir o acordo e desarmar o Hezbollah – e essas coisas não acontecem”.

O ministro enfatizou: “Se tivermos que escolher entre defender nossos civis e soldados ou o Estado do Líbano, quem pagará o preço será o governo libanês e todo o Líbano”.

Após a eleição de Aoun em janeiro de 2025, ele prometeu restaurar o monopólio das forças armadas libanesas sobre o armamento no país, desarmando o Hezbollah. Contudo, o grupo continuou a operar e lançou um ataque contra Israel na semana passada, após os ataques conjuntos entre EUA e Israel contra o Irã.

Israel respondeu com um ataque intenso em todo o Líbano, visando o Hezbollah não apenas no sul, mas também na capital, Beirute, e em Trípoli, no extremo norte.

Questionado sobre uma possível invasão terrestre em larga escala, um porta-voz militar israelense declarou: “Todas as opções permanecem em aberto”.

Katz afirmou que Israel não tem “nenhuma reivindicação territorial” no Líbano, mas não aceitará novos ataques vindos do território libanês em direção a Israel. Ele advertiu: “Portanto, dirigimo-nos a você e o advertimos: faça algo e aja antes que façamos ainda mais”.

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