Israel anuncia morte de Ali Larijani, chefe do Conselho de Segurança do Irã

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

Israel anunciou nesta terça-feira, 17 de março de 2026, que eliminou Ali Larijani, atual chefe do Conselho Supremo de Segurança do Irã, e um general de uma milícia vinculada à Guarda Revolucionária.

Larijani é uma figura crucial do governo iraniano há décadas e é considerado um dos alvos de maior hierarquia visados pela ofensiva de Israel e dos Estados Unidos desde a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, no início dos bombardeios em 28 de fevereiro.

O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, declarou em uma mensagem de vídeo: “O comandante do Estado-Maior acaba de me informar que Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, e (o general Gholamreza) Soleimani, chefe dos basij, o aparelho repressivo central do Irã, foram eliminados durante a noite”.

Até o momento, o Irã não confirmou a informação sobre a morte de Larijani. Katz afirmou que Larijani e Soleimani “se uniram nas profundezas do inferno a (Ali) Khamenei”.

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Larijani, matemático e filósofo de formação, é veterano da guerra Irã-Iraque (1980-1988) e já ocupou diversos cargos, incluindo ministro da Cultura, diretor da rádio e televisão pública, coordenador das negociações sobre o programa nuclear, presidente do Parlamento e candidato à presidência.

Desde o início da guerra, Larijani teve um papel muito mais visível do que o filho e sucessor do líder supremo, Mojtaba Khamenei, que não aparece em público desde os primeiros ataques em 28 de fevereiro. O paradeiro e o estado de saúde de Mojtaba Khamenei, aparentemente ferido no mesmo ataque que matou seu pai, geram especulações. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou: “Não se sabe se ele está morto ou não”.

Larijani foi um dos funcionários iranianos afetados por sanções dos Estados Unidos em janeiro, em resposta à “repressão violenta do povo iraniano” durante os protestos que começaram no fim de 2025. Sua morte, se confirmada, representaria um duro golpe contra a República Islâmica em meio a uma guerra que já resultou em mais de 1.000 mortes e milhões de deslocados no Oriente Médio, especialmente no Líbano e no Irã.

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