Israel anunciou nesta quarta-feira (18) que eliminou o ministro da Inteligência do Irã, Esmail Khatib, em um ataque realizado em Teerã na noite de terça-feira. A informação foi divulgada pelo ministro da Defesa israelense, Israel Katz.
A ação representa mais um golpe à alta liderança do Irã. Katz afirmou que “surpresas significativas são esperadas” em todas as frentes do conflito e prometeu intensificar a guerra já em curso na região.
Ele acrescentou que, junto com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, simplificou o processo para atingir outros membros da liderança iraniana. “Autorizei as Forças de Defesa de Israel a neutralizar qualquer alto funcionário iraniano assim que surgir uma oportunidade operacional e de inteligência, sem necessidade de aprovações adicionais”, declarou Katz.
O conflito entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países resultou na morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em Teerã. Desde então, diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas.
Além disso, os EUA alegam ter destruído dezenas de navios iranianos, sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares. Em retaliação, o regime iraniano realizou ataques contra países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã.
As autoridades iranianas afirmam que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações. Desde o início da guerra, mais de 1.200 civis morreram no Irã, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, com sede nos EUA. A Casa Branca registrou ao menos sete mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.
O conflito também se expandiu para o Líbano, onde o Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Israel, por sua vez, tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvos do Hezbollah no Líbano, resultando em centenas de mortes no território libanês.
Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão. O ex-presidente Donald Trump mostrou descontentamento com essa escolha, classificando-a como um “grande erro”. Ele havia dito que precisaria estar envolvido no processo e pontuou que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.


