Israel ataca bunker de Khamenei no Irã com 100 bombas; vídeo disponível

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

As Forças de Defesa de Israel (IDF) anunciaram a destruição do bunker subterrâneo do ex-líder supremo iraniano Ali Khamenei na manhã de sexta-feira, 6 de março de 2026. Segundo informações de Tel Aviv, cerca de 100 bombas foram lançadas sobre as instalações, que estavam sendo utilizadas por autoridades iranianas após a morte do clérigo durante ataques americanos e israelenses no último final de semana.

Imagens divulgadas pelas IDF mostram o momento em que o local é atingido por caças, resultando em uma série de explosões no coração de Teerã. A estrutura se estendia por diversas ruas e incluía “muitos pontos de entrada e salas para encontros de membros seniores do regime”. Até o momento, Teerã não se manifestou sobre o ataque e não há informações sobre possíveis vítimas.

““O bunker subterrâneo era um recurso de emergência de guerra para o líder, que foi eliminado antes de conseguir usá-lo”, afirmou o Exército israelense.”

A guerra entre Tel Aviv e Washington contra Teerã tem raízes nas tensões geradas pelo programa nuclear iraniano. Apesar de haver rodadas de negociação em andamento sobre o tema, a coalizão EUA-Israel decidiu ignorar as conversas e optar por uma ofensiva militar para desestabilizar a cadeia de comando do Irã.

Em resposta, o Irã lançou uma ofensiva contra várias bases militares americanas no Oriente Médio, atingindo pelo menos nove países da região. Essa situação gerou uma profunda instabilidade regional, resultando no cancelamento de voos e deixando milhares de turistas e visitantes presos em destinos como Dubai e Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, informou que alguns países iniciaram esforços de mediação para resolver a crise, mas Teerã defende que a proposta deve “abordar aqueles que subestimaram o povo iraniano e desencadearam esse conflito”.

O presidente americano Donald Trump declarou que o único acordo possível com Teerã seria a rendição incondicional do regime iraniano. Anteriormente, Trump já havia manifestado o desejo de repetir no Irã o que fez na Venezuela, onde Washington influenciou a escolha de Delcy Rodríguez como líder interina após a captura do ex-ditador Nicolás Maduro.

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