As Forças Armadas de Israel afirmaram ter atacado um centro de comando pertencente ao Ministério da Inteligência do Irã, em uma série de ataques em Teerã e em outras partes do país.
Os militares alegaram que o ministério iraniano servia como o “órgão central” do governo para monitorar as atividades dos cidadãos e que os integrantes forneciam informações que contribuíram para a violenta repressão de protestos no Irã ao longo dos anos.
Além do centro de comando, as Forças Armadas de Israel atacaram instalações da Força Aérea da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, assim como centros de comando e bases militares pertencentes à força paramilitar Basij.
O conflito entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países resultou na morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em Teerã. Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas.
Os EUA alegam ter destruído dezenas de navios iranianos, além de sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares. Em retaliação, o regime iraniano realizou ataques contra diversos países da região, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã.
As autoridades iranianas afirmam que seus ataques têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações. Desde o início da guerra, mais de 1.200 civis morreram no Irã, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, com sede nos EUA.
A Casa Branca registrou ao menos sete mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos. O conflito também se expandiu para o Líbano, onde o Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei.
Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o Hezbollah no Líbano, resultando em centenas de mortes no território libanês. Após a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei.
Especialistas apontam que Mojtaba Khamenei não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão. Donald Trump expressou descontentamento com essa escolha, classificando-a como um “grande erro” e afirmando que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.


